segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Óleo de Côco: Funciona ou não?


          

          O óleo de coco, seja na forma líquida ou na de pílula, é o emagrecedor da moda. Na forma de pílula, é ingerido duas vezes ao dia. Líquido, também pode ser ingerido ou usado no preparo de alimentos. Na Mundo Verde, uma rede de 205 lojas de produtos naturais espalhadas pelo Brasil, as vendas aumentaram 500% nos últimos 4 meses, mais do que qualquer outro produto. O frenesi não deve continuar por muito tempo. Vários alimentos, bebidas, sementes e produtos naturais caíram no esquecimento pela ausência de estudos científicos e resultados práticos que comprovassem sua eficácia. O caminho dessa nova moda parece ser o mesmo. "Esse modismo na utilização do óleo de coco não faz nenhum sentido com o intuito de emagrecer. Óleo de coco é gordura saturada, e em tese é uma gordura ruim. O que ele difere de outras gorduras é porque ele um ácido graxo composto de cadeia média, ou seja, sua metabolização pelo organismo pode ser mais rápida que vários outros tipos de gordura".  
 
          Sem comprovação — As pesquisas que encontraram tanto benefícios como malefícios no alimento não foram capazes de explicar o mecanismo envolvido. Há quem atribua ao óleo de coco a condição de um termogênico, ou seja, algo capaz de aumentar a queima de calorias no corpo. Substâncias termogênicas estão presentes no café ou no chá verde, por exemplo, mas também podem ser encontradas em suplementos alimentares. Mas, de novo, nada foi comprovado.


          Pesquisadores brasileiros da Universidade de Alagoas, em Maceió, publicaram no periódico Lipids, em 2009, um estudo sobre óleo de coco. Nele, 40 mulheres obesas de 20 a 40 anos seguiram, por 12 semanas, uma dieta com restrição calórica (menos consumo de carboidratos, mais ingestão de proteínas e fibras e semelhante consumo de gordura) e praticaram 50 minutos de caminhadas todos os dias. Metade delas ingeriu suplementos óleo de soja e as outras, de óleo de coco. Antes do início do estudo, as participantes apresentavam níveis de colesterol, índice de massa corporal (IMC) e medidas abdominais parecidas. Ao final da pesquisa, aquelas que consumiram óleo de coco apresentaram maiores níveis de HDL, o colesterol 'bom', e menores de LDL, o colesterol 'ruim', enquanto o outro grupo teve os dois tipos de colesterol aumentados.


          De acordo com a médica endocrinologista Cíntia Cercato do grupo de obesidades do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo), não existe nenhum estudo científico que prove esta característica do produto.


          Não há mal nenhum em usá-lo, em sua forma líquida, como substituto do óleo de origem animal ou mesmo do óleo de soja na preparação de alimentos. Ele faz parte do grupo de gorduras vegetais, mais saudável do que as animais. No entanto, é rico em gorduras saturadas. O azeite de oliva, por exemplo, tem gorduras insaturadas. Para cozinhar, tudo bem. Para emagrecer, fora de questão.O primeiro motivo é que nada — benefícios ou prejuízos — foi provado em relação ao óleo, o que basta para impedir que médicos responsáveis recomendem a substância como emagrecedor. Segundo Gláucia Carneiro, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e do ambulatório de obesidade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), as evidências científicas são insuficientes para que as pessoas contem com o óleo de coco para emagrecer.

domingo, 26 de agosto de 2012

Aveia: Santo Milagreiro, e gostoso também.



Esse cereal é um dos mais célebres parceiros do iogurte e um dos alimentos mais recomendados pelos profissionais da área de saúde.

Pudera! Em sua composição, encontramos proteínas, minerais, vitaminas, carboidratos e, mais importante, porções generosas de uma fibra solúvel chamada betaglucana. "Vários estudos demonstram ações positivas dessa substância no organismo, como prevenção de câncer de cólon, fortalecimento do sistema imune, controle do colesterol e dos níveis de açúcar no sangue", aponta a nutricionista Simone de Vasconcelos, professora da Universidade Federal de Minas Gerais.

Quem avaliou com mais ênfase o impacto do consumo da betaglucana nas taxas de glicemia foi a nutricionista Giane Sprada, professora da Universidade Federal do Paraná. As conclusões são ótimas. "Esse composto tem a capacidade de absorver água, tornando a digestão mais lenta", confirma a especialista. "Assim, a quebra e liberação de glicose no sangue também ocorrem mais devagar. Aí, o indivíduo não sofre picos de hiperglicemia", conta. Com isso, a insulina — hormônio responsável por botar a glicose dentro das células — deixa de ser secretada de forma desenfreada. Nesse contexto, o risco de desenvolver o diabete do tipo 2 tomba.

As fibras alimentares

Elas podem ser de dois tipos: solúveis ou insolúveis. As primeiras se ligam à água e formam uma espécie de gel no intestino, retardando o esvaziamento gástrico. Estão na aveia, no centeio, na polpa da maçã e no bagaço da laranja. As segundas, por sua vez, apresentam um efeito mais mecânico, ou seja, aumentam o volume das fezes e aceleram o funcionamento intestinal. Podem ser encontradas nos vegetais folhosos, no farelo de trigo e na casca das frutas.

Para quem é diabético, o efeito não deixa de ser uma mão na roda, já que esses indivíduos precisam manter os níveis glicêmicos em rédea curta. Mas usar a aveia para reduzir a velocidade com que a glicose cai na circulação não é vantagem só para os portadores dessa doença. "Quando a digestão e o esvaziamento gástrico demoram mais por causa da aveia, a sensação de saciedade é prolongada. Isso auxilia na perda de peso", informa a nutricionista Renata Frigerio, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

Agora, se o seu maior desafio é manter o colesterol em níveis adequados, também pode comemorar: a aveia é tiro e queda nessa tarefa. Em novo estudo da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, 24 adultos saudáveis tiveram o cardápio modificado durante duas semanas. Em um primeiro momento, seguiram uma alimentação padrão, com quase nada de fibras. Depois, receberam diariamente 102 gramas de aveia.

No final da análise, os estudiosos viram que, no período de consumo do cereal, a taxa total da gordura foi reduzida em 14%. Na fase da dieta com pouquíssimas fontes fibrosas, esse valor ficou em 4%. Ao voltar as atenções para o colesterol LDL, considerado ruim para as artérias quando nas alturas, o resultado seguiu a mesma toada: ao ingerir o cereal, a concentração do inimigo no sangue despencou 16%. Sem a aveia, veja só, a redução foi de apenas 3%.

Rosana Perim, gerente de nutrição do Hospital do Coração, em São Paulo, comenta esse achado. "Vários estudos já apontavam esse benefício. Ele acontece porque, em contato com a água, as fibras formam uma espécie de gel no intestino. Dessa maneira, diminui-se a absorção de colesterol", explica a especialista. Para tirar proveito dessa aliada, basta consumir de 2 a 3 colheres de sopa de aveia diariamente. Como você viu, essa pequena dose de saúde vai blindar seu corpo contra uma série de problemas. Ao lado do iogurte, então...

O cereal em três versões

Flocos
Trata-se do grão praticamente in natura, já que só passa pelo processo de prensagem. É a opção mais carregada de nutrientes.

Farelo
É feito com a camada externa do cereal, onde as fibras ficam concentradas. Portanto, é uma boa pedida para quem deseja eliminar uns quilinhos.

Farinha
Produzida com a parte mais interna da aveia, não tem tantas fibras alimentares. Normalmente é usada em receitas de bolos, pães, massas e biscoitos.

domingo, 10 de junho de 2012

Diabetes e o Peso 



          O excesso de peso é maléfico para qualquer indivíduo. Isso porque pode trazer complicações para o nosso corpo, como doenças cardíacas, derrames cerebrais, diabetes tipo 2, certos tipos de câncer, gota (dor nas articulações devido ao ácido úrico em excesso), doenças biliares, apneia do sono (interrupção da respiração durante o sono) e a osteoartrite (desgaste das articulações). Quanto maior o sobrepeso, maior a propensão a problemas de saúde. Muitas pessoas com excesso de peso enfrentam dificuldades para chegar ao peso ideal para seu tipo de corpo, porém, na prática, é possível melhorar o estado da saúde com a perda de apenas cinco a dez quilos.

          As pessoas com diabetes precisam ter um cuidado especial com a balança, pois se manter no peso ideal ajuda, e muito, a controlar a doença. Isso porque a ingestão diária de calorias e carboidratos influencia no controle glicêmico. Os exercícios físicos também são indicados, não só para manter o peso, como para aumentar a eficácia da insulina, entre outros.

          Estudos mostraram que indivíduos obesos, com diabetes ou não, apresentam, em jejum, níveis de insulina aumentados e a liberam mais após sobrecarga oral de glicose (curva glicêmica). Quando este aumento de insulina (hiperinsulinismo) estiver associado ao aumento de triglicérides, diminuição do HDL- colesterol, aumento da presso arterial e obesidade central, constituir importante fator de risco para doença coronariana - "Síndrome Metallica' ou "Síndrome de Resistência Insulina".

          Os portadores de obesidade central, abdominal (depósitos de gordura predominantemente no abdome e nas víceras) apresentam maiores fatores de risco do que os de obesidade ginide (predominantemente no quadril e subcutaneo), pois a obesidade central uma manifestação da síndrome de resistência insulina ou seja, com maiores níveis de insulina no sangue e maior incidência de diabetes.

          Quando uma pessoa se submete a uma dieta de baixo teor calórico, o número de receptores aumenta paralelamente à redução dos níveis de insulina, sugerindo que o excesso alimentar é o responsável pelo hiperinsulinismo e resistência periférica, mais do que a massa de tecido gorduroso. 

Produção diária de insulina (durante 24 horas)

Sem diabetes
Magros (Peso Normal) 31 unidades/dia
Obesos114 unidades/dia
Com diabetes tipo 2
Magros (Peso Normal) 14 unidades/dia
Obesos46 unidades/dia
Com diabetes tipo 1
Jovens4 unidades/dia

Índice de Massa Corpórea
 
          É importante ressaltar a necessidade de manutenção de peso normal nas pessoas com diabetes e naqueles sem diabetes com antecedentes familiares da doença. Uma das formas para definir o peso ideal é o índice de massa corpórea (IMC). Consideramos um IMC normal, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), se este valor estiver entre 18,5 e 24,9 kg/m2. Obtemos esse índice com a divisão do peso em quilogramas pela altura ao quadrado em metros. 

IMC =      Peso (kg)
         Altura x Altura (m) 

IMC maiores que 25 indicam sobrepeso, maiores que 30 significam obesidade grave e maiores que 40, obesidade mórbida. Como exemplo, podemos citar uma pessoa com 80kg e 1,70m de altura. 

IMC = 80 / 1,70 x 1,70 = 80 / 2,89 = 27,68 (maior que 25). 

          O tratamento da obesidade é sempre necessário e implica, primeiramente, em firme determinação, tanto do paciente obeso como de seu médico. Como a obesidade, na maioria das vezes, resulta de maior ingestão de calorias em relação às calorias gastas, é importante a instituição de dietas hipocalóricas. Ou seja, o total de calorias consumidas deve ser inferior ao calculado para necessidade calórica basal (mínimo de calorias que o corpo precisa para manter os órgãos vitais funcionando).

Cortando os Riscos
  • Melhore o seu cardápio - A alimentação deve ser rica em nutrientes, pobre em gorduras e moderada em calorias, priorize vegetais, grãos integrais e frutas de baixo indice glicemico. Opte pelas melhores fontes de gordura (azeite e castanha). Restrinja massas refinadas, doces e produtos com açucar adicionado.
  • Invista nas fibras - Por serem digeridas lentamente elas retardam o fluxo de glicose para a corrente sanguinea. Encontradas em frutas, vegetais, grãos, cereais, nozes e massas integrais, conferem sensação de saciedade. Num estudo publicado no periódico americano Archieves of Internal Medicine, duas ou mais porções semanais de arroz integral diminuiram em 7% o risco de diabetes em voluntários.
  • Fracione a dieta - Consumir porções menores de alimentos com 3 horas de intervalo entre as refeições, favorece o aproveitamento da glicose pelo organismo e não sobrecarrega o pâncreas.
  • Enxugue a barriga - Perdas de 10% do peso corporal podem ser suficientes para reverter o quadro diabético. Mas é preciso mirar na gordura mais perigos: a gordura abdominal. 
Fonte de pesquisa: Site www.diabetes.org.br (Consultoria Dr. Marco Antônio Vívolo, membro do Conselho Científico do Site da Sociedade Brasileira de Diabetes).

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Não perca massa muscular devido à idade

Cinco formas de evitar perda de massa magra resultante do envelhevimento.



1. Testosterona - O hormônio aumenta a massa muscular. Mande testar a sua testosterona sérica. Se você tiver mais de 50 anos, é muito provável que os níveis estejam baixos.

2. Vitamina D - A vitamina D é imporntantissima quando se trata de preservar a integridade dos seus musculos. Ela ajuda a manter a função das fibras musculares tipo II, que auxiliam na prevenção da força dos sus musculos e comprovadamente, têm uma atividade anti-inflematória potente. Isso é crucial, ja que as pessoas com sarcopenia (perda demassa e força devido à idade) apresentam altos níveis de substâncias inflamatórias. Mande checar seus níveis sanguineos de vitamina D (25-hidro D) e fale com seu médico sobre a quantidade certa para você.

3. Aminoácidos- A suplementação com aminoácidos pode ajudar a aumentar a massa corporal magra, especialmente nasqueles que sofrem de sarcopenia. Em um artigo publicado no American Journal of Cardiology, 41 pacientes com sarcopenia receberam aminoácido ou placebo. Após seis meses de suplementação indentificaram melhorias consideraveis no ganho de massa magra os que tomaram os aminoácidos.

4. Carnitina - Acrescentar a suplementação de creatinina a um estilo de vida saudável e ativo vai aumentar o volume de músculos que estam definhando. Ela é terapêutica porque adiciona água às células musulares desidratadas.

5. Leucina - O Journal of Physiology um artigo que diz que a leucina pode ajudar os mais velhos a manter a massa muscular adequada. Embora a suplementação de leucina seja válida, eu  não dependeria exclusivamente dela. De acordo com a BBC News, "os peritos do Reino Unido concordam que a melhor forma de aumentar os níveis de leucina é comendo carne". Em outras palavras, você precisa de uma dieta alta em gordura e colesterol e baixa em carboidratos e amidos - a qual eu espero que você ja esteja seguindo de qualquer maneira.


Dr. Wilson Rondón Jr. - Nutrologo e cirurgião vascular. Artigo retirado da revista Sport Life, edição 126 Maio 2012, pagina 21.